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quarta-feira, 11 de julho de 2012

VELHO CHICO ENTRE A VIDA E A MORTE DO INTERIOR DO PAÍS

Em 56 anos, Rio São Francisco perdeu mais de um terço da vazão e metade de seus peixes


Luiz Ribeiro fez para o jornal Estado de Minas uma reportagem (com a colaboração também de Flávia Ayer) sobre a atualidade do Rio São Francisco, que está sendo reproduzida em vários sites e blogs de ecologia do país e do exterior, como aqui no Folha Verde News, dada a importância do Velho Chico para a ecologia e a vida de todo o interior do país da natureza, ou da desnatureza...: São Francisco, Bocaiúva, Montes Claros e Francisco Sá – foi-se o tempo em que o pescador no São Francisco podia se gabar de tirar das águas surubim de 40 quilos em barco de grande porte. Aliás, foi-se o tempo em que se navegava tranquilamente pelo Velho Chico, que perdeu mais de um terço de sua vazão (35%) ao longo de 56 anos, entre 1948 e 2004. As conclusões são do estudo do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), no Colorado (EUA), e estão no último relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobreo Rio da Integração Nacional. Estão também no dia a dia dos ribeirinhos, que, sem peixe, agora ...“pescam” areia no fundo do leito. O documento traz recomendações ao governo federal para apressar a revitalização do leito, tomada por bancos de sedimentos em vários pontos de sua calha. O cenário, que já se tornou comum para os ribeirinhos, é, sobretudo, efeito da ocupação de quem mora bem distante da margem, capaz de alterar o leito onde ainda corre uma vazão estimada de 88 trilhões de litros d’água ao ano. De acordo com este relatório, de um total de 36 tributários do Velho Chico, 16 rios até então perenes se tornaram intermitentes.
“É um equívoco pensar no São Francisco com foco apenas no leito. O rio só existe por causa das bacias tributárias. A perda da vazão do Velho Chico é resultado da perda da vazão de seus afluentes”, explica o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Geraldo Santos. Terceira maior do país, reunindo 14,3 milhões de habitantes em sua área de influência, 7,5% da população brasileira, a bacia do São Francisco corre por seis estados, além do Distrito Federal. O curso de seus 2,8mil quilômetros começa na Serra da Canastra, no sudoeste mineiro (há 100km em linha reta de Franca, SP), é em Minas Gerais o estado onde estão concentrados 70% dos moradores do Velho Chico, Santo Rio. No território mineiro estão também 10 importantes tributários, afluentes – entre eles Paracatu, Velhas, Verde Grande e Paraopeba –, que nem sempre levam ao Rio da Integração Nacional água e vida que ele merece.
Segundo o Panorama das Águas Superficial de 2012, divulgado mês passado pela Agência Nacional de Águas (ANA), a Região Metropolitana de Belo Horizonte contribui com 30% da carga de esgoto remanescente nas águas do São Francisco. Em outra vertente de agressões, o aumento dos processos erosivos levou cursos d’água a secar e mudou o ambiente. “O assoreamento nos trouxe um rio com ecossistema modificado e grande perda na quantidade de peixes. A navegação ficou absolutamente prejudicada e hoje já não épossível mais sair de Pirapora rumo a Juazeiro (BA)”, lamenta Geraldo Santos.

O rio da iuntegração nacional vive um drama no interior do Brasil

Poluição, esgoto e megaemprrendimentos como Xingó dramatizam

Povo ribeirinho do São Francisco fazendo mutirão de limpeza do rio...
...que apesar dos pesares é foco de vida e de esperança no interior


Aqui, o grande São Francisco ainda pequeno junto à nascente na Serra da Canastra

Fontes: http://www.em.com.br/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

4 comentários:

  1. As informações desta reportagem de Luís Ribeiro para o Estado de Minas faz mais clara a nossa posição por uma revitalização do Rio São Francisco, que é algo realmente urgente e de muito maior importância do que o megaprojeto da transposição das águas do Velho Chico. Que águas?

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  2. Realmente, cabe esta pergunta: se não for feita uma revitalização, uma recuperação da ecologia das águas do São Francisco, a sua tendência é secar e morrer cada vez mais este patrimônio da natureza e da economia do povo do interior do Brasil. Outra questão: quem será responsabilizado por este megacrime ambiental?

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  3. Ainda por aqui, junto às nascentes do Sãso Francisco e ao longo de toda a sua trajetória brasileira, também junto a seus afluentes, o povo do Velho Chico está consciente do valor deste rio, sagrado para a ecologia e para a economia de todo o interior do Brasil. O Governo precisa redimensionar uma ação urgente e sustentável para despoluir e revitalizar o São Francisco, apesar dos pesares todos, ainda vivo.

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